Jovens expulsos da 44.ª recruta da PRM estão retidos na capital – Times de Todos

Vários jovens que integravam o 44.º curso na Escola Prática da Polícia de Matalana foram recentemente afastados da corporação devido a supostas irregularidades de saúde. O grupo, composto em grande parte por recrutas vindos do norte do país (Nampula e Cabo Delgado), contesta os resultados médicos que ditaram a sua expulsão.
Contradições nos Exames Médicos
Segundo os relatos apresentados à Miramar, os jovens afirmam que os diagnósticos de doenças crónicas, infecciosas ou condições físicas como hérnias, surgiram apenas nos exames internos da escola. Os visados sublinham que, antes de viajarem para o centro de formação, foram submetidos a inspeções em clínicas validadas pela própria PRM nas suas províncias de origem, onde foram considerados “aptos”.
Abandono e Falta de Recursos
A situação tornou-se crítica após a saída do centro de formação. Os jovens denunciam que:
- Promessas de transporte: A logística de regresso prometida pela instituição não foi cumprida.
- Privação de bens: Muitos encontram-se sem os seus telemóveis e sem meios financeiros para custear a viagem de volta.
- Dependência de terceiros: Atualmente, os ex-recrutas sobrevivem graças à solidariedade de cidadãos anónimos em Maputo que lhes têm garantido abrigo e alimentação.
Apelo às Autoridades
O grupo clama agora por um apoio urgente que lhes permita regressar às suas zonas de residência. Para além da assistência logística, os jovens manifestam um sentimento de injustiça, questionando o rigor e a veracidade das inspeções médicas realizadas em Matalana, que resultaram na interrupção abrupta dos seus sonhos de servir a pátria.




