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“Venâncio Mondlane devia ser presidente da machamba”, ironiza Dércio Alfazema – Times de Todos

O analista político Dércio Alfazema fez duras críticas ao político Venâncio Mondlane, a quem se referiu ironicamente como o “Boss dos Naparamas”, afirmando que este “já esgotou a sua agenda” e que hoje vive de aparições públicas sem propósito político concreto.

Alfazema comentou que o reaparecimento de Mondlane em torno da polémica do concurso da bandeira nacional demonstra o seu esforço em manter-se relevante, apesar de, segundo ele, “já não ter conteúdo nem rumo político”.

“A paranóia da bandeira nacional voltou, e não é por acaso. Caso Venâncio Mondlane tivesse conseguido concretizar a sua insurreição e assaltado a Ponta Vermelha, ele teria tomado posse no dia 10 de novembro de 2024, dia da cidade de Maputo. Não conseguiu, mas quer continuar a celebrar o aniversário do falso poder”, ironizou Alfazema.

O analista lamentou a impunidade que, segundo afirma, tem sido “patrocinada pela própria justiça”, permitindo que figuras políticas desafiem o Estado de Direito e Democrático sem consequências.

“Infelizmente, assistimos a alguém que insiste em afrontar as instituições e brincar com a estabilidade do país”, afirmou Alfazema.

Em tom de sarcasmo, Dércio Alfazema sugeriu que Venâncio Mondlane deveria procurar uma nova ocupação, uma vez que, em sua visão, “já não tem temas, nem energia, nem seguidores ativos para sustentar o seu discurso”.

“O Boss dos Naparamas precisa de um pedaço de terra para se ocupar. Já esgotou. Já não tem temas para as ‘lives’, nem agenda para as marchas, nem motivos para viajar. Um terreno de 10 por 10 metros pode ajudá-lo a passar o tempo — pode erguer lá a sua bandeira e tornar-se presidente da sua machamba”, ironizou o analista.

Alfazema concluiu dizendo que o país precisa deixar de dar palco a figuras que confundem política com espetáculo e que “a fantasia de poder de Mondlane já passou”.

“O mais sensato agora seria ajudá-lo a reencontrar-se com a realidade, antes que ele próprio se perca no personagem que criou”, finalizou.

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