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Membros da PRM em Nampula acusados de sequestrar um membro da PRM – Times de Todos

NAMPULA — Um grupo de agentes da Polícia da República de Moçambique (PRM) é acusado de sequestrar e agredir um colega da corporação, identificado como Mussa Silveiro Mussa, num episódio ocorrido na madrugada de 6 de novembro de 2025, no bairro de Muahivire, cidade de Nampula.

De acordo com informações recolhidas junto da família e da Associação Mentes Resilientes, os agentes teriam invadido a residência de Mussa por volta da uma hora e trinta minutos da madrugada, alegando que o visado possuía uma arma ilegal. Durante a operação, os suspeitos balearem o agente nas duas pernas antes de o levarem para o Comando Provincial da PRM em Nampula.

Fontes familiares afirmam que, após a detenção, Mussa foi torturado e encontra-se sem acesso a alimentação fornecida pela família desde o dia da ocorrência. “Até hoje, a família não consegue entregar comida ao jovem Moussa, que continua em condições precárias”, contou um dos familiares.

Entretanto, surgem contradições nas versões apresentadas pela PRM. Segundo informações apuradas junto da família, o Comando Provincial de Nampula nega a existência de qualquer arma ilegal, afirmando, em vez disso, que o detido estaria envolvido em posse de drogas.

A Associação Mentes Resilientes, que acompanha o caso, questiona a atuação dos agentes e a legalidade do uso de força letal durante a operação. “Mesmo que se tratasse de drogas, a lei moçambicana é clara: todo cidadão detido tem direito à alimentação, visitas e condições humanas de detenção. O que ocorreu com o agente Mussa é uma clara violação dos direitos humanos”, disse Jota Pachoneia

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