Manuel de Araújo paga 3 meses de atrasos e respira fundo perante 900 funcionários – Times de Todos

QUELIMANE – O final da tarde desta segunda-feira trouxe um fôlego inesperado aos bolsos de centenas de famílias na “capital do Bons Sinais”. Num movimento de “xeque-mate” político e financeiro, o edil Manuel de Araújo autorizou o pagamento de três meses de salários em atraso, tentando assim desarmar a tensão social que crescia nos corredores do Conselho Municipal.
O Alívio de 900 Famílias
A operação bancária beneficiou um contingente superior a 900 indivíduos, englobando desde funcionários do quadro e colaboradores até aos membros da Assembleia Autárquica. O gesto serve como um travão de emergência numa autarquia que já demonstrava sinais de rutura, com um historial recente de greves e descontentamento laboral.
Contudo, o alívio é apenas parcial. De acordo com o levantamento efetuado pelo nosso canal, após este pagamento, a edilidade continua a carregar um passivo de outros três meses de ordenados em dívida, mantendo os trabalhadores numa situação de equilíbrio precário.
Ginástica Financeira vs. Estratégia Política
Fontes internas descrevem a mobilização destes fundos como uma autêntica “ginástica financeira”. Araújo continua a sustentar a tese de que os atrasos não resultam de incompetência administrativa, mas sim de um bloqueio asfixiante das transferências do Fundo de Compensação Autárquica (FCA) por parte do Governo Central.
Ao libertar três meses de uma só vez, o autarca do “Pequeno Brasil” tenta inverter o jogo mediático:
- Prova de Boa Fé: Demonstra que, mal existem recursos (sejam receitas próprias ou fundos libertados), a prioridade é o pessoal.
- Ataque à Frelimo: Reforça a narrativa de que o Executivo Central utiliza o Orçamento do Estado como arma política para desgastar a sua imagem perante o eleitorado e os funcionários.
Um Barril de Pólvora Desativado?
Com mais de novecentas pessoas sem verba para o sustento básico, Quelimane era, até ontem, um barril de pólvora pronto a explodir. Embora a dívida ainda não esteja totalmente sanada, Manuel de Araújo ganha tempo e capital político, atirando novamente a responsabilidade do passivo restante para a demora nas transferências centrais.




