Chinesa detida com máquinas de falsificar vistos é solta após pagar 200 mil em Nampula – Times de Todos

A suspeita, que possuía maquinaria para produzir documentos fraudulentos, terá sido libertada mediante o pagamento de 200 mil meticais e influência de figuras de relevo.
NAMPULA – O Serviço de Investigação Criminal (SERNIC) desmantelou uma operação de falsificação de documentos liderada por uma cidadã de nacionalidade chinesa na cidade de Nampula. A detida é acusada de liderar um esquema de produção de vistos e documentação ilegal para cidadãos estrangeiros, utilizando equipamento sofisticado encontrado na sua posse durante uma busca e captura.
O “Esquema Silencioso” da Libertação
Apesar da gravidade do crime, o desfecho do caso está a causar indignação. Fontes próximas ao processo revelam que a cidadã foi posta em liberdade poucos dias após a sua detenção. Alega-se que o pagamento de uma quantia de 200 mil meticais, aliado à influência de advogados, jornalistas e até dirigentes locais, terá garantido a sua soltura sob um manto de secretismo.
Empurra de Responsabilidades entre Autoridades
O caso parece estar num impasse institucional:
- PRM: A porta-voz da polícia em Nampula, Rosa Chauque, escusou-se a dar detalhes, remetendo o assunto para a Direção Provincial de Migração.
- SERNIC: Por sua vez, a porta-voz Enina Tsininy limitou-se a confirmar que o órgão apenas cumpriu o mandato judicial de busca e apreensão.
Perfil da Suspeita
Relatos locais descrevem a cidadã chinesa como uma figura de temperamento agressivo que se instalou em Nampula após a morte do cônjuge. Para ganhar influência na província, a mulher alegava ser proprietária de um vasto império empresarial, informações que a investigação policial já confirmou serem falsas.
O caso levanta sérias dúvidas sobre a integridade do sistema de justiça e migração em Nampula, especialmente no que toca à fiscalização de cidadãos estrangeiros e ao combate à corrupção nas esquadras.




