Quitéria Guirengane critica “Frelimização” da assistência humanitária em Maputo – Times de Todos

A activista social Quitéria Guirengane manifestou publicamente a sua indignação após participar numa reunião da Secretaria de Estado da Cidade de Maputo, que envolveu o INGD e o Conselho Municipal. O encontro, destinado a avaliar a resposta às cheias, foi classificado pela activista como uma exibição de propaganda partidária em vez de um balanço técnico estatal.
O Relatório da Discórdia
Ao aceder ao link aberto da reunião na esperança de dar o seu contributo, Guirengane deparou-se com um relatório que, segundo a própria, apresentava uma margem de “frelimização” extrema.
- Propaganda vs. Acção: A activista estima que mais de 95% do relatório do INGD focava-se em acções do partido Frelimo, destacando o Primeiro Secretário, a Brigada Central e a OJM.
- Invisibilidade da Sociedade Civil: Quitéria lamentou que as intervenções de outros partidos e movimentos sociais tenham sido completamente omitidas pelo INGD, como se não existissem.
Falta de Sentido de Estado
A activista questionou a integridade das instituições públicas ao transformarem a desgraça do povo num palco político.
“Deveria existir uma terminologia melhor do que falta de vergonha para estas acções”, disparou Quitéria, reforçando que o país precisa de sentido de Estado e não de partidarização de emergências.
Consequências para as Doações
Para Guirengane, este comportamento das autoridades é o que alimenta o receio dos cidadãos em canalizar apoios através de canais governamentais. A activista sublinha que, enquanto se pede união nacional, a prática exclui quem pensa diferente, lembrando que “Moçambique é de todos nós”.




