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O ANAMOLA está a dividir-se na Zambézia? Entenda o que aconteceu em Quelimane – Times de Todos

QUELIMANE – O clima é de tensão no seio do partido ANAMOLA na província da Zambézia. Coordenadores distritais e militantes da formação política manifestaram-se publicamente contra a atual gestão provincial, atualmente sob o comando interino de Marta Pavor, durante uma reunião na sede da delegação em Quelimane.

As Causas da Contestação

O descontentamento dos membros assenta em três pilares principais que, segundo os próprios, estão a minar a coesão do partido:

  • Falta de Legitimidade: Os contestatários alegam que a atual dirigente assumiu as funções sem passar por um escrutínio eleitoral, violando as normas internas do partido.
  • Irregularidades nos Distritos: Há denúncias de exclusão deliberada de membros nos processos de votação distritais e a alegada criação de “estruturas paralelas” que dividem a base.
  • Gestão de Conflitos: O grupo afirma que as reclamações enviadas às direções provincial e nacional não obtiveram resposta até ao momento.

Apelo a Venâncio Mondlane

Perante o que descrevem como uma “fragilização da estrutura”, os membros apelam agora à intervenção direta do Presidente do ANAMOLA. O objetivo é que a liderança nacional medeie o conflito para evitar que o desempenho político do partido na Zambézia — um círculo eleitoral vital — seja comprometido por divisões internas.

Até ao momento, a direção provincial do partido optou pelo silêncio, não respondendo às tentativas de contacto para esclarecer as acusações. Por sua vez, os militantes asseguram que não recuarão na exigência de eleições internas transparentes como única via para restaurar a estabilidade.

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