SERNIC promete revelar detalhes sobre o assassinato do agente João Paulo e aponta para as FDS – Times de Todos

A investigação sobre o homicídio do agente João Paulo, do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), atingiu um ponto de rotura institucional. Numa reviravolta que abala os alicerces das Forças de Defesa e Segurança (FDS), indícios apontam para a participação de colegas de farda na execução do investigador, ocorrida recentemente no bairro do Fomento, na Matola.
Incursão Inédita no Comando Provincial
Na noite da última quarta-feira, a Matola foi palco de um episódio pouco comum: uma unidade do SERNIC realizou uma operação de vulto no interior do Comando Provincial da PRM Maputo. A ação, motivada pela investigação “Quem matou João Paulo”, visou identificar e deter suspeitos que estariam a procurar refúgio ou proteção dentro da própria estrutura policial.
Perseguição ao GOE e Conexões Internas
De acordo com os dados apurados, a operação foi desencadeada após uma perseguição a indivíduos que, alegadamente, pertencem ao Grupo de Operações Especiais (GOE). Ironicamente, a rota de fuga dos suspeitos terminou no Comando Provincial, localizado no mesmo bairro onde o crime foi consumado. Este detalhe reforça a tese de que o assassinato de João Paulo não foi um ato isolado de criminalidade comum, mas uma ação planeada com ramificações internas.
Transparência e Confronto de Instituições
Fontes ligadas ao processo indicam que o SERNIC reuniu provas robustas — incluindo elementos de perícia e testemunhos — que sustentam o envolvimento de agentes do Estado no crime. A instituição já manifestou que não haverá recuos na investigação, independentemente da patente ou da unidade dos envolvidos.
O SERNIC declarou oficialmente que não existe “qualquer constrangimento” em expor a verdade dos factos à opinião pública. Um pronunciamento detalhado é aguardado para os próximos dias, prometendo revelar a mecânica por trás do crime que expôs fissuras graves no aparelho de segurança moçambicano.




