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SERNIC e PRM afirmam que nunca houve cerco ou proteção a agentes do GOE – Times de Todos

​Em nota oficial conjunta divulgada nesta quinta-feira (22), o Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC) e a Polícia da República de Moçambique (PRM) negaram categoricamente que as instalações do Comando Provincial da Matola tenham sido alvo de um cerco ou que tenha havido qualquer tentativa de obstrução à justiça por parte de agentes da corporação.

Esclarecimento sobre os Mandatos de Captura

​Segundo o comunicado, a movimentação registada deveu-se a uma articulação direta entre as duas instituições após a emissão de mandatos de captura pelo Tribunal Judicial da Província de Maputo. O SERNIC notificou o Comando-Geral da PRM sobre a necessidade de deter agentes suspeitos de envolvimento num crime cujo processo decorre sob sigilo na Direção Provincial de Maputo.

​As autoridades sublinharam que:

  • Não houve cerco: A presença das forças de investigação foi parte de um procedimento coordenado e não um ato de hostilidade entre unidades.
  • Sem proteção especial: A PRM afirma que não ofereceu qualquer blindagem aos agentes do Grupo de Operações Especiais (GOE) visados pelos mandatos, reafirmando o respeito pelo Estado de Direito.
  • Compromisso com a Lei: Ambas as instituições reiteraram a sua função de prevenir e investigar crimes, garantindo a segurança pública através da colaboração mútua.

Contradições no Terreno e Tensão Local

​Apesar da versão oficial de “normalidade e coordenação”, o posicionamento das autoridades contrasta com os relatos de testemunhas e jornalistas que acompanharam a operação. Desde a manhã de quarta-feira (21), o aparato policial foi descrito como visivelmente intenso e prolongado, gerando um clima de incerteza e medo entre os moradores e trabalhadores das redondezas do Comando.

​A operação, que se estendeu por longas horas, levantou dúvidas na opinião pública sobre a facilidade da detenção dos suspeitos. Até ao início da tarde de hoje, a porta-voz da PRM em Maputo não tinha autorização para prestar declarações adicionais, alimentando o debate sobre a real dimensão do impasse entre as forças de investigação e as unidades de elite da polícia.

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