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Popular forçado a reabilitar estrada em troca de comida é atacado por cobra de 5 metros – Times de Todos

CABO DELGADO – Uma denúncia grave vinda do distrito de Quissanga revela que o apoio humanitário, destinado a famílias vulneráveis, está a ser condicionado à prestação de trabalho braçal. Moradores das aldeias de Manikani, Mphunthu e Gipalala afirmam que as autoridades locais exigem a limpeza de mato e o soterramento de buracos como requisito para o acesso a bens alimentares essenciais.

Trabalho Perigoso e Ataque de Cobra

O troço em questão, que liga a zona de 19 de Outubro ao posto administrativo de Bilibiza, estende-se por cerca de 20 quilómetros de floresta densa. A população trabalha em condições precárias e sob riscos constantes.

  • O Incidente: Um dos populares foi atacado e mordido por uma cobra de grandes dimensões (estimada em cinco metros) durante as limpezas, tendo sido socorrido no centro de saúde local.
  • Impacto Agrícola: Os camponeses lamentam estar a abandonar as suas próprias machambas durante a época de cultivo para realizar um trabalho que deveria ser da responsabilidade do Estado.

“Comida por Trabalho”: A Revolta nos Vídeos

A situação tornou-se pública através de vídeos partilhados em língua Emakhua, onde residentes questionam a ética do governo distrital. “Estamos a perder sangue por causa de arroz”, desabafa um morador, sublinhando que a ajuda provém de parceiros internacionais e não deveria ser trocada por esforço físico forçado.

As autoridades locais terão justificado a medida alegando falta de fundos financeiros para contratar máquinas ou empreiteiros, utilizando os donativos humanitários como moeda de pagamento para a recuperação da via de acesso a Bilibiza.

Questões de Direitos Humanos

Especialistas e ativistas questionam a legalidade de condicionar ajuda humanitária — que por norma é gratuita e baseada na necessidade — à realização de trabalhos pesados. Até ao momento, o governo do distrito de Quissanga não emitiu qualquer esclarecimento oficial sobre estas alegações de “castigo ao povo”.

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