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Administração Trump passa a considerar aborto financiado pelo Estado e mudanças de sexo em menores como violações de direitos humanos – Times de Todos

A Administração Trump introduziu novas orientações que passam a classificar como violações de direitos humanos práticas como o aborto financiado pelo Estado e procedimentos de mudança de sexo, especialmente quando realizados em menores. As mudanças afetam diretamente o tradicional relatório anual dos direitos humanos elaborado pelos Estados Unidos.

De acordo com o Departamento de Estado, esta revisão pretende recentrar a política externa norte-americana nos chamados “direitos naturais”, deixando em segundo plano abordagens baseadas em “identidades de grupo”. O porta-voz Tommy Pigott afirmou que determinadas “ideologias destrutivas” estariam a comprometer esses direitos, citando como exemplos cirurgias de transição em crianças, limitações à liberdade de expressão e políticas de diversidade que, na visão do governo, estabelecem “tratamento preferencial” com base em raça ou género.

O secretário de Estado, Marco Rubio, enviou instruções às missões diplomáticas norte-americanas para que adoptem as novas diretrizes. Estas mudanças já se refletem na diminuição de referências a direitos Ele Gê Bê Tê Quê Mais no relatório mais recente.

As orientações incluem também críticas à facilitação da imigração irregular, à eutanásia e a legislações que Washington considera restringir liberdades fundamentais.

O relatório, durante muitos anos visto como um parâmetro internacional na avaliação de direitos humanos, passa assim a reflectir a agenda política da atual liderança dos Estados Unidos.

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