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Golpes de estado são aceitáveis se acabarem com a corrupção e má governação – Times de Todos

Em declarações recentes que geraram intenso debate diplomático, o Presidente do Ruanda, Paul Kagame, defendeu uma distinção entre o que classifica como “bons” e “maus” golpes de Estado. Durante uma conferência de imprensa realizada em novembro de 2025, o líder ruandês afirmou sentir-se “vindicado” pelos recentes levantamentos militares e protestos da Geração Z em vários países africanos, argumentando que tais eventos são indicadores claros de falhas profundas na governação.

Kagame descreveu os “maus golpes” como aqueles movidos por oportunismo militar, mas sublinhou que existem intervenções justificáveis quando populações e soldados decidem que os seus líderes ultrapassaram os limites da ética através da corrupção, manipulação eleitoral e repressão. “Se as pessoas agem porque foram enganadas e roubadas por governos que enriquecem à custa do povo, eu aceito”, declarou o Presidente. Para Kagame, a instabilidade política na África não deve ser analisada isoladamente, mas como uma consequência directa da corrupção enraizada e da falta de transparência institucional.

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