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Falha golpe de Estado no Benim e governo retoma controle rapidamente – Times de Todos

COTONOU, 07 de dezembro de 2025 — O governo do Benim informou neste domingo que as Forças Armadas conseguiram impedir uma tentativa de golpe, horas depois de um grupo de militares aparecer na televisão estatal anunciando que havia tomado o poder.

Pelo menos oito soldados, alguns usando capacetes, surgiram em transmissão nacional declarando que um comitê militar liderado pelo coronel Pascal Tigri assumira o controlo do país, dissolvendo instituições, suspendendo a Constituição e fechando fronteiras terrestres, aéreas e marítimas. No pronunciamento, afirmaram que pretendiam inaugurar “uma nova era de fraternidade, justiça e trabalho”.

A resposta oficial veio pouco tempo depois. Em comunicado, o ministro do Interior, Alassane Seidou, anunciou que o levante havia sido neutralizado e que o governo mantinha a situação sob controlo, apelando à população para retomar as atividades normalmente. O ministro das Relações Exteriores, Olushegun Adjadi Bakari, declarou ainda que o grupo rebelde havia conseguido controlar apenas a televisão pública e que militares leais ao presidente Patrice Talon estavam a recuperar o comando.

Relatos de tiros foram ouvidos em diversos bairros de Cotonou nas primeiras horas da manhã, obrigando moradores a procurar abrigo enquanto se dirigiam às igrejas. A embaixada da França confirmou disparos nas proximidades da residência oficial do presidente e recomendou que cidadãos permanecessem em casa.

A tentativa de golpe ocorre a poucos meses das eleições presidenciais previstas para abril, que devem marcar o fim do mandato de Talon, no poder desde 2016. Apesar do crescimento económico reconhecido pelo governo, o país enfrenta ataques crescentes de grupos jihadistas no norte — em abril, 54 soldados morreram em ofensiva atribuída a aliados da Al-Qaeda.

O episódio soma-se a sucessivas mudanças de governo por via militar registadas recentemente na África Ocidental, com golpes no Níger, Burkina Faso, Mali, Guiné e, mais recentemente, na Guiné-Bissau. Críticos ainda apontam tensões políticas internas após a aprovação de uma nova Constituição que prolongou o mandato presidencial de cinco para sete anos.

As autoridades dizem que o país encontra-se em estabilidade no momento, e que a ordem constitucional permanece em vigor.

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