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Chapo garante que combate ao terrorismo continua no topo da agenda – Radar Info Mz

O Presidente da República, Daniel Chapo, reiterou que o combate ao terrorismo em Cabo Delgado permanece no topo da agenda nacional, considerando a segurança essencial para o desenvolvimento sustentável de Moçambique.

Falando à imprensa durante a sua visita de trabalho a Genebra, Chapo destacou que a prioridade do governo é restaurar a paz e garantir a estabilidade social nas zonas mais afetadas pelos ataques. “O terrorismo é a nossa maior preocupação, e queremos que termine para podermos desenvolver Moçambique em paz e segurança”, afirmou o Chefe de Estado.

Os ataques insurgentes, que começaram em 2017 na província de Cabo Delgado, já causaram mais de dois mil mortos e deslocaram cerca de 1,3 milhão de pessoas. A Organização Internacional para as Migrações (OIM) alertou que a violência está a expandir-se para outras regiões, incluindo Nampula, onde ocorreram ataques recentes em Lúrio e Chipene.

De acordo com relatórios das Nações Unidas, todos os 17 distritos de Cabo Delgado já foram afetados pelo conflito. Chapo reconheceu que, apesar dos avanços, os grupos armados ainda realizam ataques esporádicos. “Muitas famílias deslocam-se temporariamente quando há ataques, mas regressam às suas zonas de origem logo que possível”, observou.

O Presidente sublinhou que a diplomacia económica depende da paz e da segurança interna. “Podemos ter uma visão e trabalhar arduamente, mas sem paz é impossível desenvolver o país. O Diálogo Nacional Inclusivo visa consolidar a unidade, a reconciliação e o perdão entre os moçambicanos”, disse.

Chapo destacou ainda o empenho das Forças de Defesa e Segurança (FDS), que continuam a atuar em conjunto com as forças do Ruanda e da Tanzânia. Segundo o Presidente, todas as sete vilas que tinham sido tomadas pelos terroristas estão agora sob controlo das autoridades. “Neste momento, não há nenhuma localidade ocupada por terroristas em Cabo Delgado”, garantiu.

O governo reafirma o seu compromisso em continuar a proteger as populações e a reconstruir as comunidades afetadas, reforçando o papel de Moçambique como um Estado resiliente e comprometido com a paz.

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