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Mondlane nega ter convocado manifestações nas ruas – Radar Info Mz

O político moçambicano Venâncio Mondlane negou ter convocado manifestações para esta segunda-feira, contrariando rumores que circularam nas redes sociais. O aviso das autoridades policiais gerou tensão entre cidadãos que recordavam as marchas de contestação pós-eleitorais de 2024.

Mondlane explicou que não apelou a nenhum protesto, mas sim a um momento de reflexão nacional sobre “o tipo de país que os moçambicanos desejam construir”. O apelo surge no contexto do primeiro aniversário da morte do advogado Elvino Dias, conhecido como “advogado do povo”, assassinado em 19 de outubro de 2024.

Durante a cerimónia de homenagem, realizada no cemitério de Michafutene, em Maputo, Mondlane classificou Dias como “o primeiro herói” do seu partido, a Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola). O evento coincidiu com a inauguração de um novo escritório do partido, no município de Kamabukwana. Veja mais sobre o ambiente político.

Enquanto as cerimónias decorreram sem incidentes em Maputo, em Dondo, província de Sofala, uma marcha planeada pela Anamola foi proibida pelas autoridades locais. Mesmo assim, o partido aproveitou o encontro para distribuir cartões de membro a vários simpatizantes.

A Ordem dos Advogados de Moçambique (OAM) voltou a criticar a falta de resultados na investigação sobre o homicídio de Elvino Dias. O órgão acusou o SERNIC e a Procuradoria-Geral da República de “atrasos injustificáveis” que fragilizam a confiança na justiça e ameaçam os alicerces da democracia.

Segundo a OAM, o assassinato de Dias representa “um ataque criminoso à liberdade profissional e ao Estado de Direito”. A instituição reafirmou o compromisso com uma advocacia ética, moderna e ao serviço da sociedade moçambicana. Continue a acompanhar esta história.

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