Politica

Venâncio Mondlane critica diálogo nacional e fala em “regime disfarçado”

O presidente da Aliança Nacional para um Moçambique Livre e Autónomo (ANAMOLA), Venâncio Mondlane, levantou sérias dúvidas sobre a legitimidade do actual processo de diálogo nacional em Moçambique. O político considera que o processo é opaco e excludente, alertando que o sucesso dependerá da participação efectiva de todos os actores envolvidos na crise pós-eleitoral de 2024. Veja mais análises sobre a actual conjuntura política.

Mondlane criticou o modo “sub-silencioso” como o diálogo tem sido conduzido, afirmando que não se pode falar em reconciliação nacional quando as conversações decorrem à porta fechada. Segundo ele, “há exclusão deliberada dos protagonistas que realmente impulsionaram as reivindicações populares”.

O líder da ANAMOLA argumentou que o problema do país vai além dos partidos, sendo sustentado por um “regime disfarçado de pluralismo” que abrange até formações políticas de oposição, as quais, segundo ele, “funcionam como extensões do partido no poder”. Leia também: debates sobre o pós-eleições 2024.

“Não é apenas a Frelimo. É todo um regime que prefere preservar a estrutura existente. O diálogo só fará sentido se for aberto, intenso e com prestação de contas ao povo”, sublinhou Mondlane.

Ele lamentou ainda que a ANAMOLA e os movimentos cívicos responsáveis pelos protestos pacíficos após as eleições tenham sido deixados de fora da Comissão Técnica do Diálogo Nacional. Para Mondlane, isso revela uma tentativa de controlar o processo e “encenar um diálogo genuíno”.

“Moçambique vive uma crise existencial de natureza política, resultado da falta de transparência e da exclusão deliberada das vozes que representam o povo”, concluiu o dirigente. Continue a acompanhar as reacções ao diálogo nacional.

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