Politica

Militares assumem o poder após destituição do presidente em Madagáscar

Em Madagáscar, o cenário político entrou em colapso esta terça-feira, após a destituição do presidente Andry Rajoelina. Poucas horas depois da votação parlamentar, uma unidade militar anunciou oficialmente a tomada do poder, mergulhando o país num novo ciclo de incerteza política.

O coronel Michael Randrianirina, que lidera o grupo rebelde, declarou que os militares “assumem o poder a partir de hoje” e vão dissolver o Senado e o Supremo Tribunal Constitucional. Apenas a Assembleia Nacional continuará em funções. Veja outras notícias de política africana.

O movimento militar, que se uniu aos protestos populares iniciados a 25 de Setembro, alega estar a “defender a vontade do povo” após semanas de manifestações contra o governo de Rajoelina. O presidente, por sua vez, considerou a destituição “sem qualquer base legal” antes de desaparecer da cena pública.

Fontes internacionais avançam que Rajoelina deixou o país no domingo a bordo de um avião militar francês. O político chegou ao poder pela primeira vez em 2009, também com apoio das forças armadas, após uma revolta civil. Continue a acompanhar os efeitos desta crise política.

Com a adesão do Corpo de Administração de Pessoal e Serviços do Exército Terrestre (CAPSAT) ao movimento, o equilíbrio de forças mudou rapidamente. Esta mesma unidade foi determinante no golpe de Estado de 2009, o que aumenta o peso do atual pronunciamento militar.

No total, 130 dos 163 deputados votaram a favor da destituição, superando a maioria de dois terços exigida. A crise reacende o debate sobre a estabilidade democrática na ilha e levanta dúvidas sobre o futuro político imediato do país.

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