Politica

“Já não quero liderar a RENAMO”

O presidente da RENAMO, Ossufo Momade, sinalizou nesta terça-feira (14) que poderá deixar o cargo de líder do partido, após meses de intensas contestações internas. Durante um pronunciamento na cidade de Nampula, Momade afirmou que a decisão sobre o seu futuro político será tomada pelos membros do Conselho Nacional, que se reúnem esta semana, mas garantiu que não pretende recandidatar-se à presidência da formação política.

O líder, de 64 anos, chegou à presidência da RENAMO em janeiro de 2019, após a morte de Afonso Dhlakama, e foi reeleito em maio de 2024 durante um congresso realizado em Alto-Molócue, na província da Zambézia. No entanto, o processo foi amplamente contestado por membros do partido, incluindo veteranos e antigos combatentes, que o consideraram pouco transparente.

A derrota expressiva da RENAMO nas eleições gerais de 2024 agravou a crise interna, dando força às vozes que pedem a saída de Momade. Grupos de ex-guerrilheiros chegaram a ocupar delegações provinciais e até a sede nacional do partido, em Maputo, numa onda de protestos que terminou apenas com a intervenção das forças especiais da Polícia da República de Moçambique (PRM), no final de maio.

Entre as principais acusações, os críticos apontam má gestão financeira, falta de pagamento de subsídios e pensões aos ex-combatentes e ausência de liderança firme nos momentos decisivos do partido.

Mesmo com o clima de tensão, Momade assegurou que respeitará as decisões do Conselho Nacional e reiterou o seu compromisso com a unidade e estabilidade interna da RENAMO, afirmando que “tudo deve ser feito dentro dos canais institucionais e democráticos”.

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