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Portugal pede colaboração de Moçambique para travar onda de raptos de empresários

O Governo português manifestou preocupação crescente com os casos de rapto que continuam a atingir empresários em Moçambique, muitos deles com ligações à comunidade luso-moçambicana, e pediu a colaboração do Provedor de Justiça moçambicano para reforçar as ações de prevenção e combate a este tipo de crime.

O pedido foi apresentado recentemente pelo embaixador de Portugal em Maputo, António Costa Moura, durante um encontro com o Provedor de Justiça moçambicano, Isaque Chande, onde foi abordada a necessidade de fortalecer mecanismos de cooperação e troca de informações entre as autoridades dos dois países.

Segundo fontes diplomáticas, a preocupação de Lisboa é justificada pelo aumento do número de raptos registados nos últimos meses, afetando não apenas cidadãos moçambicanos, mas também empresários portugueses e estrangeiros residentes no país.
De acordo com dados da Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA), quase 150 empresários foram vítimas de raptos nos últimos anos, levando cerca de uma centena deles a abandonar o país.

O Ministério Público moçambicano reconheceu recentemente a complexidade do fenómeno, admitindo a possibilidade de envolvimento de alguns agentes das forças de segurança e magistrados nos esquemas de rapto, o que tem dificultado o combate ao crime.

Em reação à crise, vários empresários e associações do setor privado exigiram penas mais severas e maior transparência nos julgamentos para travar o aumento dos casos. “As empresas não podem operar num clima de medo constante”, afirmou um representante da CTA, citado pela Lusa.

Em paralelo, movimentos civis e cidadãos moçambicanos lançaram petições públicas, subscritas por centenas de pessoas, pedindo às autoridades nacionais e à comunidade internacional que se envolvam mais ativamente na resolução do problema.

Apesar de alguns avanços registados nas investigações, os raptos continuam a preocupar tanto o governo moçambicano quanto os parceiros estrangeiros, que temem o impacto do fenómeno sobre o ambiente de negócios e o investimento internacional.

Portugal reiterou que continuará a trabalhar em coordenação com Maputo para proteger os seus cidadãos e apoiar iniciativas que promovam a segurança, justiça e respeito pelos direitos humanos em Moçambique.

Fontes:

Agência Lusa

Notícias ao Minuto (Portugal)

SAPO24 / SAPO Notícias

Diário Económico Moçambique

CTA – Confederação das Associações Económicas de Moçambique

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