sociedade

Insurgentes espalham pânico entre Meluco e Ancuabe

Na noite de quinta-feira até às primeiras horas de sexta-feira, novos ataques armados voltaram a abalar os distritos de Meluco e Ancuabe, em Cabo Delgado, deixando um rastro de medo e incerteza entre as comunidades locais.

O primeiro ataque ocorreu na mina de Ravia, em Meluco, onde os insurgentes desencadearam a violência antes de avançar para a zona agrícola de Muako Nicuita. Nessa região, 14 pessoas foram raptadas nas imediações das aldeias de Nanoa, Nicuita e Macaia, permanecendo até agora em paradeiro desconhecido.

De seguida, o grupo deslocou-se para a mina de Napala, provocando pânico entre os garimpeiros, que fugiram apressadamente, abandonando ferramentas e bens pessoais.

Já em Ancuabe, na localidade de Metoro, um episódio confuso envolveu 26 homens que viajavam num camião contentor. O grupo foi intercetado por indivíduos armados e posteriormente conduzido até à cidade de Pemba. As circunstâncias da ação permanecem pouco claras, mas sabe-se que os homens seguiam viagem rumo à província de Nampula.

Na manhã de sexta-feira, cerca das 9h00, a reportagem do Moz24h registou a circulação de uma coluna militar composta por cerca de 20 viaturas das Forças de Defesa de Moçambique e do Ruanda, incluindo uma viatura Land Cruiser das FDS moçambicanas. O comboio deslocava-se entre Pemba e Metoro, no quadro da rotação regular das tropas.

Os ataques desta semana intensificam a tensão na província, já marcada por episódios de extrema violência. Fontes locais recordam as recentes decapitações atribuídas aos insurgentes e o massacre de 18 pessoas na ilha do Ibo, ocorrido há poucos dias. Após esse ataque, a força militar estacionada na ilha foi retirada, alegadamente para evitar confrontos com a população, que acusa os próprios militares de envolvimento nas atrocidades.

De acordo com fontes ouvidas pelo Moz24h, a situação em Cabo Delgado permanece altamente instável e imprevisível, com as comunidades a viverem em permanente clima de insegurança e receio de novos ataques.

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